July Talk

Olá amigos, tudo bom?

Nos últimos meses tem uma banda que eu estou completamente viciada, mas viciada mesmo, ao ponto de passar o dia todo ouvindo, foi provavelmente foi a melhor descoberta musical que fiz nos últimos anos, a banda é  July Talk, e essa é indicação de hoje.

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Conheci a banda em novembro do ano passado em um vlog da Dani Noce em Berlim (clique aqui para ver esse video), desde então eu fico mais e mais apaixonada pelo som deles.

July Talk uma banda canadense formada em 2012 formada pelos cantores Peter Dreimanis e Leah Fay, Ian Docherty na guitarra, Josh Warburton no baixo e Danny Miles na bateria. Essa não é uma banda exatamente fácil de explicar, mas é fácil sentir a energia deles que é bem rock ‘n’ roll, os videos que eu vi de apresentações deles são incríveis, como a Dani disse, essa é uma banda para ser degustada.

July Talk é o primeiro  álbum deles, e leva o mesmo nome da banda, eles conseguem um som forte e explosivo, mas contém uma certa levesa graças aos vocais da Fay, tudo se mistura de uma forma grosseira e emocional, é maravilhosa explosiva da banda afeta todas as músicas para melhor, mesmo as queima lenta, e é difícil não se envolver na diversão. Se você está no mercado para algo grosseiro ainda emocional que também apresenta ritmos cativantes

Guns + Ammunition tem um coro muito gostoso de ouvir, a letra é bem legal, soa como uma estranha paixão. Paper Girl é uma das minhas favoritas, é um bom exemplo do tipo de música que eles fazem, a letra é ótima, mas tem um toque de estranheza de desdem. Headsick tem uma melodia bem gostosinha, mas soa como algo que eu já ouvi antes, o que não a torna ruim, muito pelo contrário. Blood + Honey foi a primeira que ouvi e ainda a amo, ela tem um ritmo muito gostoso, bem marcado e com balanço, vai do suave o dirty em um passo. Devo dizer que eu adoro a guitarra em Summer Dress, é uma música que se destaca muito por causa disso, mas também gosto muito dos vocais, no momento essa é minha favorita da banda, mas isso muda o tempo todo, então quem sabe quanto tempo isso vai durar. Don’t Call Home é um tanto melancólica, ela difere bastante das outras faixas do álbum o que a torna mais especial. Don’t Let Her Know é uma música que soa romântica e agradável aos ouvidos, mas acho que ela mais presença de sintetizadores do que eu gostaria, porem gosto muito, muito mesmo da frase de abertura

Touch é o segundo álbum deles, e sinceramente eu adoro todas as músicas dele, é uma álbum criativo, dinâmico, elétrico, vai bem no fundo e puxar todos os nervos para fazer o corpo dançar. July Talk nos oferece uma coleção de canções que falam de amor, luxúria e solidão, a banda não têm medo de ser franca em suas letras e ousado em sua instrumentação.

A primeira música Picturing Love apresenta uma sociedade obcecada com a ideia de se conectar mas não se conecta de verdade,essa ideia segue por todo o álbum. Os vocais do Peter e da Leah são maravilhosos juntos, ai a conexão realmente acontece. Beck + Call incorpora a luta sobre querer alguém de volta ou liberta-lo ou seguir em frente, é uma música que reúne riffs fortes de guitarra que combinados com o coro da Fay trazem um lado sedutor a tona, os gritos agressivos de Dreimanis são arrepiantes. Now I Know é uma música com uma estranha sensualidade, ela começa suave e vai ganhado força aos poucos. Push + Pull é suave e forte ao mesmo tempo, é cativante e dá prazer de ouvi-lá. Lola + Joseph é como se dois estranhos estivessem se conhecendo e passando uma noite incrível juntos, é mais uma canção sensual que consegue ser suave e forte ao mesmo tempo. Touch, a faixa dá nome ao álbum é uma das minhas músicas favoritas na vida, é definitivamente uma das melhores coisas que já ouvi, é a última faixa do álbum, e encerra todo o sentimento do álbum graciosamente, a faixa começa com pouco mais do que uma melodia de teclado básica e lentamente se desenvolve em algo mais vivo e elétrico, é uma música que realmente me toca.

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Para sentir mais a energia da banda eu recomendo essa série de videos gravados pela CBC Music.

Para acompanha-los: site, twitter e facebook.

E ai, gostou do som da banda July Talk? Já tinha ouvido alguma música deles?

Beijos e até a próxima.

 

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TBR 2017

Olá amigos, tudo bom?

Eu sou uma pessoa apaixonada por livros, mas infelizmente eu li pouquíssimo no ano passado, e como queria que em 2017 fosse diferente resolvi criar uma TBR para 2017 e compartilha-la aqui, assim fica um compromisso público.

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Eu não pensei muito na hora criar essa lista, no geral são livros que eu já queria ter lido, mas até agora não tinha começado. Tem clássicos e contemporâneos, alguns curtinhos e outros com mais de 1500 páginas. Eu não estabeleci uma ordem especifica para ler os livros, a unica coisa que importa é ler tudo ainda em 2017. Abaixo eu tento explicar mais ou menos porque escolhi cada um deles.

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  • 01. Meu coração e outros buracos negros (Jasmine Warga)

Esse foi o primeiro livro do ano, desde de que vi o video do Eduardo Cilto (clique aqui para ver) falando dele eu fiquei com o livro na minha cabeça, como a leitura já foi concluída há duas semanas e eu não consigo parar de pensar na história, logo logo teremos indicação aqui no blog.

  • 02. Os 13 Porquês (Jay Asher)

Esse é o único livro que eu ainda não tenho, então provavelmente a leitura dele vai ficar mais para o fim do ano. Eu vejo muita gente falando bem desse livro, então como ele fala de um tema que eu estou particularmente interessada no momento, achei que seria interessante coloca-lo na lista.

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  • 03. A study in scarlet (Artur Conan Doyle)
  • 04. The sigh of four (Artur Conan Doyle)

Não sei se eu já disse aqui, mas eu sou obcecada por Sherlock Holmes, já li as histórias algumas vezes, mas nunca tinha lido no original, então escolhi os dois primeiros romances para começar, já que são as histórias que eu mais li em português e praticamente já decorei elas.

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  • 05. O bicho-da-seda (Robert Galbraith)

Eu comprei esse livro no lançamento porque tinha lido O chamado do cuco e amado, desde então o livro está parado na minha estante, por isso ele entrou na lista, e ainda tem o fato do terceiro livro da série já ter sido lançado e eu também quero lê-lo logo.

  • 06. Deuses Americanos (Neil Gaiman)

Eu decidi que em 2017 vou começar a ler os livros do Gaiman, eu já li alguns contos dele, e amei, escolhi Deuses Americanos porque é o livro que e tenho casa e tem o plus da série que será lançada esse ano.

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  • 07. Submissão (Michel Houellebecq)

Desde que a Tatiana Feltrin fez um video sobre esse livro (clique aqui para ver) eu decidi que precisava lê-lo, acredito que vai ser uma leitura que vai me tirar da minha zona do conforto, mas também será extremamente enriquecedora.

  • 08. Os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larsson)

A série Millennium é uma daquelas que eu já deveria lido, mas por algum motivo ainda não tinha começado.

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  • 09. O conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas)

Essa vai ser uma releitura, eu li esse livro quando tinha uns 15 anos, mas tenho a  impressão que foi uma versão resumida e/ou adaptada da história. Apesar de achar essa edição linda, eu quero ler na edição comentada também da Zahar.

  • 10. Ponto de impacto (Dan Brown)

Outra paixão literária que tenho são os livros do Dan Brown, mas o único que ainda não li foi o Ponto de impacto, e esse é o motivo de ele estar nessa listinha.

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  • 11. Harry Potter and the cursed child (J. K. Rowling; John Tiffany, Jack Thorne)

Eu sou encantada pelo universo de Harry Potter, mas fiquei um pouco desanimada com todas as criticas negativas que Cursed child recebeu e por isso fiquei enrolando para ler o roteiro da peça, mas já me convenci que devo tirar minhas próprias conclusões, então lerei tanto no original quanto em português.

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  • 12. Boa noite (Pam Gonçalves)

Eu acompanho a Pam a muitos anos então estou bem animada para ver exatamente do que se trata o Boa noite.

  • 13. Azeitona (Bruno Miranda)

Esse livro foi um presente da minha amiga Kamylla, ela comprou o livro no lançamento para que a gente pudesse pegar o autografo, eu já comecei a leitura dele, mas acabei passando outros na frente, vou tentar não fazer isso de novo.

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  • 14. Doctor Who: Cidade da morte (Douglas Adams; James Goss)

Dos livros de Doctor Who publicados no Brasil esse é único que eu ainda não li, e esse é o único motivo para esse livro estar nessa lista.

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  • 15. Nêmesis (Agatha Christie)
  • 16. Os crimes ABC (Agatha Christie)

Outra escritora que eu amo é a Agatha Christie, mas em 2016 não li nenhum livro dela, para 2017 escolhi uma história do Poirot e uma da Miss Marple.

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  • 17. Drácula (Bram Stoker)
  • 18. Frankenstein (Mary Shelley)

Eu não me perdoo por nunca ter lido o Drácula então coloquei ele na lista junto com uma releitura, o Frankenstein. Talvez eu também releia O médico e o monstro, mas como já li algumas vezes não é prioridade como esses dois.

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  • 19. O restaurante no fim do universo (Douglas Adams)
  • 20. A vida, o universo e tudo mais (Douglas Adams)

Esses são para dar continuidade a minha leitura de Douglas Adams, mas pretendo terminar com a série do Guia do Mochileiro ainda esse ano.

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  • 21. Mau começo (Lemony Snicket)
  • 22. Sala dos Répteis (Lemony Snicket)
  • 23. O lago da sanguessugas (Lemony Snicket)
  • 24. Serraria Baixo-astral (Lemony Snicket)

A série da Netflix está ai, mas eu não pretendo assisti-la antes de ler os quatro primeiros livros da série.

Bom essa é a minha TBR, e eu realmente espero conseguir ler tudo o que escolhi para 2017.

Caso queira acompanhar minhas leituras em tempo real é só me acompanhar no Skoob.

Beijos e até a próxima.

Então… 2016 né…

É fim do dia de Natal quando eu decido escrever esse texto, senti que precisava colocar pra fora a loucura que foi esse ano. Mais uma vez eu passei o Natal sozinha com meus pensamentos, o que me fez querer escrever um pouco, assim esses pensamentos não serão apenas meus.

Por mais de uma vez eu não hesitei em dizer que esse foi o pior ano da minha vida, mas eu sempre esqueço aqueles dois anos onde eu fiquei trancada dentro de casa e não fiz absolutamente nada com a minha vida (e digo sem exageros, eu realmente não fiz nada durante dois anos), as vezes é como se eles nunca tivessem existido, esqueço também das pequenas coisas legais e inesperadas que aconteceram esse ano.

2016 levou embora a pessoa que eu mais amava, e eu ainda não superei isso, constantemente me pego imaginando coisas que ela diria em determinada situação, ou indo até o quarto dela como se ela fosse estar lá sentadinha mexendo no botão do vestido, sem contar todos os sonhos que tive desde então. Cada vez que isso acontece é uma crise choro nova.

Esse também foi o ano que eu entendi que preciso de ajuda profissional com meu psicológico, foram inúmeras as crises, inúmeros os momentos em que perdi o controle e comecei a chorar onde não deveria, inúmeras as vezes em que pensei que a vida não vale a pena.

Não que 2016 tenha sido de todo o ruim, teve algumas pequenas coisas que me fizeram continuar. Esse ano minha amizade com uma das poucas pessoas que continuou na minha vida foi fortalecida (apesar de todos os perrengues que a gente passa quando saímos juntas). Também consegui o emprego que por muito tempo desejei, e mesmo ele sendo bem diferente do que eu imaginava, estou satisfeita. Conheci pessoas tão legais, mas tão legais, que tenho vontade de abraça-los todos os dias (mesmo alguns não gostando de abraços), só para elas saberem que são queridas por mim. E o meu cabelo está bem bonito.

Mesmo com as pequenas coisas felizes 2016 foi o ano em que sentimento de que estou incomodando ficou presente dentro de mim praticamente o tempo todo, sinto que minha existência é completamente dispensável, vai ter sempre alguém mais legal, mais competente, mais esperto e/ou mais bonito que eu, então as vezes me pego pensando “Por que continuar? Eu sei que não vou chegar a lugar nenhum mesmo”.

Eu me habituei a dizer que não tenho amigos, mas talvez tenha duas ou três pessoas que eu possa dizer que não meus amigos, mas eu não sei lidar muito bem com o fato de ter amigos, então se você meu amigo já me ouviu dizer (ou viu escrito em algum post nas redes sociais) que eu não tenho amigos, me desculpe, apesar de ser uma boa amiga eu não sou nada boa em confiar outras pessoas me veem como eu vejo elas.

O lado bom de passar o Natal sozinha é não ter que ouvir os parentes perguntando “e os namoradinhos?” depois de muito tempo me vi interessada em alguém, infelizmente eu também tenho 99% de certeza que não daria certo, então eu apenas sigo em frente.

Falando em seguir em frente, eu fiquei o tempo todo repetindo em minha mente a frase “Só vai“, mas o tempo todo mesmo, toda vez que as coisas ficavam difíceis, toda vez que eu queria desistir, toda vez que eu sentia tanto medo do que poderia dar errado que a unica coisa que queria fazer era voltar para minha cama. Eu acordo e digo “Só vai” e saio da cama para poder viver meu dia e seguir em frente. Alguns dias ficam tão difíceis que preciso repetir isso várias vezes, algumas pessoas já devem ter me ouvido dizendo isso, por mim tudo bem.

A ideia desse blog não é ficar fazendo esse tipo de texto, mas como eu disse no começo eu senti precisava, e escolhi hoje para escrever por que eu não sei lidar muito bem com o Natal, enquanto a grande maioria das pessoas está com suas famílias e com as pessoas que amam eu estou trancada no meu quarto praticamente desde o dia 23, eu não sei interagir com minha família e nem sei quais são as pessoas que amo de verdade.

Sinto muito se você leu isso, espero não ter estragado seu dia.