M A N I A

Olá, tudo bom?

Depois de muito tempo estou de volta para conversar sobre uma das coisas que me deixou mais empolgada nos últimos tempos, estou falando do sétimo álbum de estúdio da minha banda favorita, o Fall Out Boy.

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Ontem (19 de janeiro de 2018) o álbum MANIA finalmente teve seu lançamento, nós fãs estávamos muito ansiosos para a esse álbum, pois eles prometiam uma mudança significativa, principalmente no visual da banda, nesse caso representado pela cor roxa, que cerca todo o projeto.

Young and Mence foi a primeira música a ser laçada, e faz tanto tempo que até assusta, nós tivemos acesso a música oito meses atras. Na primeira vez que ouvi Y&M confesso que não gostei, achei estranha demais, mas não precisei de muito para começar a amar essa preciosidade, sim ela é diferente, mas a letra é tão forte, que não tem como não ficar pensando.

We’ve gone way too fast for way too long and we were never supposed to make it half this far…

Young and Menace começa com a frase a cima, eu fiquei obcecada por essa frase e como consigo me relacionar muito com ela. Y&M faz muitas referencias a toda a jornada da banda e como é importante se lembrar disso. E para dar um toque especial o refrão tem uma referência maravilhosa a Britney Spears.

Champion foi a minha música de 2017, essa canção basicamente salvou minha vida. A letra faz muitas referencias a erros e decisões do passado interferindo no futuro, sobre enxergar loucura interior e aprender a viver com ela, acreditar e lutar pelos seus sonhos.

If I can live through this I can do anything…

Na sequência Stay Frosty Royal Milk Tea foi a primeira novidade para mim, gostei desde o inicio, a música é bem forte, combina a batida intensa com a letra forte.

The only thing that’s ever stopping me is me, hey!

Para quem quer música para dançar temos Hold Me Tight Or Don’t. Uma coisa que eu adoro na letra é a forma que ela se encaixa com músicas antigas do Fall Out Boy, é como se eles estivessem completando coisas que disseram antes.

We weren’t lovers first confidants but never friends. Were we ever friends?

Nesse momento eu queria ter alguém especial para cantar The Last Of Real Ones juntinho, porque essa música é muito bonita. Imagine uma pessoa chegando na sua vida deixando tudo mais vivo, mais especial, e a unica coisa que você quer fazer proteger esse ser para todo sempre.

That ultra-kind of love you never walk away from…

Wilson (Expensive Mistakes), parece apenas mais uma múscia divertida, isso até você prestar atenção na letra da música, o humor negro está lá, em cada estrofe.

If I can get my shit together, I’m gonna run away and never see any of you again, never see any of you again…

Church é espetacular, a voz do Patrick recebe todo o destaque nessa música. A base é realmente lembra uma música de igreja, mas a letra vai muito mais fundo na alma.

Não estava esperando nada parecido com Church, foi felizmente surpreendida.

I love the world but I just don’t love the way it makes me feel…

Dentre as músicas tempos uma balada, Haven’s Gate, e para mim essa é apenas mais uma prova de que voz do Patrick é a minha favorita no mundo. Achei ela perfeita para vim depois de Church, as duas ornam muito uma apos a outra.

One look from you and I’m on that faded love…

Confesso que na primeira vez que ouvi estranhei um pouco Sunshine Riptide, mas percebi que não gostei do lugar dela no álbum, a música é boa, diferente das outras, mas acho que ela ficaria melhor no começo do álbum, ou como última música.

You say “please don’t ever change”, but you don’t like me the way I am…

Para mim essa frase soa como uma alfinetada para todo mundo que reclama do fato das músicas não serem iguais as de 2003-2007, mas na época nem curtiam eles tanto.

Para encerrar temos a canção favorita, eu chorei enquanto ouvia Bishops Knife Trick (bem emo mesmo). Estou ha um tempo tentando descrever essa música  e sinto que não tenho palavras boas o bastante para isso, então minha única recomendação é escute-a e espero que sinta o que eu senti.

I got a feeling inside that I can’t domesticate…

Uma coisa constante no álbum MANIA é o sentimento de deslocamento, como se você estivesse eternamente procurando o seu lugar, as letras se conectam muito bem formando essa ideia.

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  Para ouvir o M A  N   I    A

Deezer

Spotify

Itunes

Google Play

 

Das dez músicas, seis já ganharam clipes. Montei uma playlist no Youtube com todos eles, e irei atualizar conforme novos clipes forem saindo.

Bom, para concluir eu só quero dizer o MANIA só reforçou meu amor felo Fall Out Boy, estou bem feliz com o resultado do álbum. Ser fã do Fall Out Boy representa algo muito grande para mim, então eu fico feliz por eles continuarem sendo incríveis mesmo depois de tantos anos.

Isso é tudo, beijos e até a próxima.

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July Talk

Olá amigos, tudo bom?

Nos últimos meses tem uma banda que eu estou completamente viciada, mas viciada mesmo, ao ponto de passar o dia todo ouvindo, foi provavelmente foi a melhor descoberta musical que fiz nos últimos anos, a banda é  July Talk, e essa é indicação de hoje.

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Conheci a banda em novembro do ano passado em um vlog da Dani Noce em Berlim (clique aqui para ver esse video), desde então eu fico mais e mais apaixonada pelo som deles.

July Talk uma banda canadense formada em 2012 formada pelos cantores Peter Dreimanis e Leah Fay, Ian Docherty na guitarra, Josh Warburton no baixo e Danny Miles na bateria. Essa não é uma banda exatamente fácil de explicar, mas é fácil sentir a energia deles que é bem rock ‘n’ roll, os videos que eu vi de apresentações deles são incríveis, como a Dani disse, essa é uma banda para ser degustada.

July Talk é o primeiro  álbum deles, e leva o mesmo nome da banda, eles conseguem um som forte e explosivo, mas contém uma certa levesa graças aos vocais da Fay, tudo se mistura de uma forma grosseira e emocional, é maravilhosa explosiva da banda afeta todas as músicas para melhor, mesmo as queima lenta, e é difícil não se envolver na diversão. Se você está no mercado para algo grosseiro ainda emocional que também apresenta ritmos cativantes

Guns + Ammunition tem um coro muito gostoso de ouvir, a letra é bem legal, soa como uma estranha paixão. Paper Girl é uma das minhas favoritas, é um bom exemplo do tipo de música que eles fazem, a letra é ótima, mas tem um toque de estranheza de desdem. Headsick tem uma melodia bem gostosinha, mas soa como algo que eu já ouvi antes, o que não a torna ruim, muito pelo contrário. Blood + Honey foi a primeira que ouvi e ainda a amo, ela tem um ritmo muito gostoso, bem marcado e com balanço, vai do suave o dirty em um passo. Devo dizer que eu adoro a guitarra em Summer Dress, é uma música que se destaca muito por causa disso, mas também gosto muito dos vocais, no momento essa é minha favorita da banda, mas isso muda o tempo todo, então quem sabe quanto tempo isso vai durar. Don’t Call Home é um tanto melancólica, ela difere bastante das outras faixas do álbum o que a torna mais especial. Don’t Let Her Know é uma música que soa romântica e agradável aos ouvidos, mas acho que ela mais presença de sintetizadores do que eu gostaria, porem gosto muito, muito mesmo da frase de abertura

Touch é o segundo álbum deles, e sinceramente eu adoro todas as músicas dele, é uma álbum criativo, dinâmico, elétrico, vai bem no fundo e puxar todos os nervos para fazer o corpo dançar. July Talk nos oferece uma coleção de canções que falam de amor, luxúria e solidão, a banda não têm medo de ser franca em suas letras e ousado em sua instrumentação.

A primeira música Picturing Love apresenta uma sociedade obcecada com a ideia de se conectar mas não se conecta de verdade,essa ideia segue por todo o álbum. Os vocais do Peter e da Leah são maravilhosos juntos, ai a conexão realmente acontece. Beck + Call incorpora a luta sobre querer alguém de volta ou liberta-lo ou seguir em frente, é uma música que reúne riffs fortes de guitarra que combinados com o coro da Fay trazem um lado sedutor a tona, os gritos agressivos de Dreimanis são arrepiantes. Now I Know é uma música com uma estranha sensualidade, ela começa suave e vai ganhado força aos poucos. Push + Pull é suave e forte ao mesmo tempo, é cativante e dá prazer de ouvi-lá. Lola + Joseph é como se dois estranhos estivessem se conhecendo e passando uma noite incrível juntos, é mais uma canção sensual que consegue ser suave e forte ao mesmo tempo. Touch, a faixa dá nome ao álbum é uma das minhas músicas favoritas na vida, é definitivamente uma das melhores coisas que já ouvi, é a última faixa do álbum, e encerra todo o sentimento do álbum graciosamente, a faixa começa com pouco mais do que uma melodia de teclado básica e lentamente se desenvolve em algo mais vivo e elétrico, é uma música que realmente me toca.

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Para sentir mais a energia da banda eu recomendo essa série de videos gravados pela CBC Music.

Para acompanha-los: site, twitter e facebook.

E ai, gostou do som da banda July Talk? Já tinha ouvido alguma música deles?

Beijos e até a próxima.

 

Então… 2016 né…

É fim do dia de Natal quando eu decido escrever esse texto, senti que precisava colocar pra fora a loucura que foi esse ano. Mais uma vez eu passei o Natal sozinha com meus pensamentos, o que me fez querer escrever um pouco, assim esses pensamentos não serão apenas meus.

Por mais de uma vez eu não hesitei em dizer que esse foi o pior ano da minha vida, mas eu sempre esqueço aqueles dois anos onde eu fiquei trancada dentro de casa e não fiz absolutamente nada com a minha vida (e digo sem exageros, eu realmente não fiz nada durante dois anos), as vezes é como se eles nunca tivessem existido, esqueço também das pequenas coisas legais e inesperadas que aconteceram esse ano.

2016 levou embora a pessoa que eu mais amava, e eu ainda não superei isso, constantemente me pego imaginando coisas que ela diria em determinada situação, ou indo até o quarto dela como se ela fosse estar lá sentadinha mexendo no botão do vestido, sem contar todos os sonhos que tive desde então. Cada vez que isso acontece é uma crise choro nova.

Esse também foi o ano que eu entendi que preciso de ajuda profissional com meu psicológico, foram inúmeras as crises, inúmeros os momentos em que perdi o controle e comecei a chorar onde não deveria, inúmeras as vezes em que pensei que a vida não vale a pena.

Não que 2016 tenha sido de todo o ruim, teve algumas pequenas coisas que me fizeram continuar. Esse ano minha amizade com uma das poucas pessoas que continuou na minha vida foi fortalecida (apesar de todos os perrengues que a gente passa quando saímos juntas). Também consegui o emprego que por muito tempo desejei, e mesmo ele sendo bem diferente do que eu imaginava, estou satisfeita. Conheci pessoas tão legais, mas tão legais, que tenho vontade de abraça-los todos os dias (mesmo alguns não gostando de abraços), só para elas saberem que são queridas por mim. E o meu cabelo está bem bonito.

Mesmo com as pequenas coisas felizes 2016 foi o ano em que sentimento de que estou incomodando ficou presente dentro de mim praticamente o tempo todo, sinto que minha existência é completamente dispensável, vai ter sempre alguém mais legal, mais competente, mais esperto e/ou mais bonito que eu, então as vezes me pego pensando “Por que continuar? Eu sei que não vou chegar a lugar nenhum mesmo”.

Eu me habituei a dizer que não tenho amigos, mas talvez tenha duas ou três pessoas que eu possa dizer que não meus amigos, mas eu não sei lidar muito bem com o fato de ter amigos, então se você meu amigo já me ouviu dizer (ou viu escrito em algum post nas redes sociais) que eu não tenho amigos, me desculpe, apesar de ser uma boa amiga eu não sou nada boa em confiar outras pessoas me veem como eu vejo elas.

O lado bom de passar o Natal sozinha é não ter que ouvir os parentes perguntando “e os namoradinhos?” depois de muito tempo me vi interessada em alguém, infelizmente eu também tenho 99% de certeza que não daria certo, então eu apenas sigo em frente.

Falando em seguir em frente, eu fiquei o tempo todo repetindo em minha mente a frase “Só vai“, mas o tempo todo mesmo, toda vez que as coisas ficavam difíceis, toda vez que eu queria desistir, toda vez que eu sentia tanto medo do que poderia dar errado que a unica coisa que queria fazer era voltar para minha cama. Eu acordo e digo “Só vai” e saio da cama para poder viver meu dia e seguir em frente. Alguns dias ficam tão difíceis que preciso repetir isso várias vezes, algumas pessoas já devem ter me ouvido dizendo isso, por mim tudo bem.

A ideia desse blog não é ficar fazendo esse tipo de texto, mas como eu disse no começo eu senti precisava, e escolhi hoje para escrever por que eu não sei lidar muito bem com o Natal, enquanto a grande maioria das pessoas está com suas famílias e com as pessoas que amam eu estou trancada no meu quarto praticamente desde o dia 23, eu não sei interagir com minha família e nem sei quais são as pessoas que amo de verdade.

Sinto muito se você leu isso, espero não ter estragado seu dia.