Hard + To Imagine (The Neighbourhood)

Olá, tudo bom?

Estou aqui hoje para indicar dois EPs de uma das minhas bandas favoritas, The Neighbourhood. Eles ficaram bem conhecidos em 2013 por causa da música Sweater Weather, desde então a popularidade deles cresceu bastante. Então vamos conversar um pouco sobre as músicas dos EPs Hard e To Imagine.

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Uma coisa que eu gosto muito nesses EPs é a forma que eles experimentam novos sons e estilos, as músicas são bem diferentes entre si, mas o projeto foi tão bem executado que elas funcionam  muito bem.

Roll Call tem um clima que eu já esperava da banda, só que com mais sintetizadores. Aquele velho sentimento de não pertencimento e de tentar se encaixar também está presente na letra, deve ser por isso que eu gosto tanto dela.

A impressão que tenho é que a maravilhosa You Get Me So High é cheia de referencias a própria banda, ao fato de não acreditarem que eles poderiam continuar tendo sucesso apos Sweater Weather,  mas também consigo fazer algumas relações pessoais com essa música, o que torna bem difícil ouvi-la as vezes, mesmo achando ela incrível.

Quem acompanha The Neighbouhood notou que Noise é uma grande critica a industria da música e ao atual governo dos Estados Unidos. Mas mesmo antes de conhecer as posições dos membros da banda nesses assuntos eu já amava Noise, pois a letra muito fácil de se relacionar, vale a pena prestar atenção em cada estrofe.

É comum as bandas mais alternativas colocarem uma ou duas músicas mais pops no álbum/EP, 24/7 é essa música, ela tem um fundo eletrônico, mas que nesse caso funcionou muito bem. A letra também é muito boa, fala basicamente de quando somos jovens adultos, temos um milhão de escolhas para fazer, eles cantam também sobre aproveitar o momento sem ficar tão preocupado com futuro, afinal nós ainda temos tempo.

O EP Hard encerra com a incrível balada Sadderdaze, ela extremamente melancólica. A letra fala de como as nossas vidas mudam do nada, ontem nós estávamos cheios de sonhos, mas hoje há apenas tristeza.

Para mim The Neighbourhood acertou em todas as canções de Hard, com criticas ao governo e a industria musical em todas as letras, mas o resultado final é uma série de canções gostosas de se apreciar.

Hard

 

Para ouvir o HARD

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Dia 12 de janeiro de 2018 o To Imagine foi lançado, e é basicamente a sequência de Hard (Hard to imagine). Assim como seu antecessor, To Imagine também experimental, e as cinco faixas são diferentes entre si.

Esse EP abre com Dust, confesso que estanhei no começo, não que a música seja ruim, pelo contrario, Dust é bem experimental e por isso me causou essa estranheza no principio, mas logo passa e você se contagia pelo ritmo e pela letra fora do lugar-comum.

Scary Love é o meu xodózinho, eu sou simplesmente apaixonada por essa canção. Ela puxa mais para o pop, mas o que me pegou mesmo foi a letra que fala daquele amor que muda o rumo da sua vida, é como se você não fosse digno de ter aquela pessoa na sua vida mas está feliz por ela estar lá.

A terceira canção, Heaven, é a melancólica, cheia de efeitos eletrônicos, me lembrou algo que o Linkin Park faria.

Compass tem um fundo pop, mas ainda soa alternativa, a letra é muito boa, fala daquela pessoa que é a sua bussola e te mantem no caminho certo quando tudo está errado.

Encerramos com Stuck With Me que também experimenta novos sons para contar a mesma história, com um refrão chiclete, os sintetizadores dão um clima semelhante ao que temos em Dust para música.

Todas as música do To Imagine tem um teor mais romântico, as vezes agradecendo aquele amor, outras vezes não se achando digno dele, mas sempre mantendo a personalidade da banda.

To Imagine

 

 Para ouvir o To Imagine

Deezer

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No dia 24 de janeiro a banda liberou o vídeo Hard to imagine que apresenta os dois EPs, é uma ótima forma de ser introduzido ao trabalho deles, pois em pouco mais de sete minutos você tem um panorama das canções do projeto.

 

Para concluir o post gostaria de dizer que estou bastante ansiosa para apresentação do The Neighbourhood no Lollapalooza deste ano, eles vão tocar no domingo, e eu espero conseguir ir vê-los.

Por hoje é só.

Beijos e até a próxima.

 

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Um homem chamado Ove (Fredrik Backman)

Olá, tudo bom?

A indicação de hoje aqui no blog é um dos livros mais incríveis que li em toda a minha vida, Um homem chamado Ove, do Fredrik Backman.

E ela era a cor. Toda a cor dele.

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Tudo o que Ove mais deseja é morrer: sozinho, em paz e o mais rápido possível. Aos cinquenta e nove anos, ele se vê cercado por idiotas e faz questão de demonstrar seu enorme desprezo pelas gerações mais novas, com suas roupas patéticas e seus ridículos carros automáticos. Ninguém sabe como preparar um café descente ou reformar um banheiro, ninguém quer trabalhar de verdade. Para Ove, o mundo está perdido.

Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, quando é forçado a se aposentar na empresa na qual trabalhava havia décadas, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada um de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda.

Apesar de não ter o menor interesse em fazer amigos, ove é um homem útil e confiável. Seus planos, portanto, são sempre adiados.

Para começar gostaria de contar minha experiencia ao escolher esse livro. Ganhei-o em agosto do ano passado e no momento achei ele iria para minha pilha de doações, sinceramente não achei o nome interessante, porém depois de ler a contracapa e orelha decidi colocá-lo na estante. Então nos primeiros dias de 2018 fui fazer a lista de livros que com certeza lerei até o fim desse ano (clique aqui para ver a lista) então resolvi coloca-lo na lista para ter mais variedade nos estilos.

Mas, se alguém perguntasse, ele diria que não tinha vivido antes de conhecê-la. Nem depois de perdê-la.

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Um homem chamado Ove tem uma estrutura tão bonita que chega a ser poética, a maneira em que as frases são formadas geram tantas emoções no leitor, em alguns momentos eu literalmente estava rindo em uma linha e chorando na seguinte. Ove a principio é um homem carrancudo e rígido, e conforme vamos lendo percebemos que além disso ele  também é determinado, fiel aos seus princípios e escolhas, com algumas grandes paixões e é o personagem/pessoa com mais caráter que já vi em toda a minha vida.

No começo da leitura nós conhecemos um Ove deprimido, que se encontra sem função na sociedade, seu único desejo é se juntar a sua esposa Sonja, então ele decide que a melhor coisa a fazer é se matar. Esse não é o primeiro livro que leio em que o personagem principal tenta cometer (ou comete) suicídio, mas eu nunca li nada como esse livro, Ove planeja cuidadosamente seu suicídio, de forma a dar o minimo de trabalho depois que ser for, mas cada uma de suas tentativa é interrompida de maneira inesperada. Apesar de ser um tema horrível de ser lido, o narrado é tão objetivo que nós leva a ter boas risas.

E é mais ou menos por isso que Ove não morreu hoje. Porque ele está ocupado com algo que o deixou suficientemente bravo para deixar esse plano de lado.

Alguns capítulos são no passado de Ove, assim conseguimos entender melhor como ele chegou onde está e porque é como é, passamos por momentos importantes na sua infância, adolescência, quando conheceu Sonja, quando fez um bom amigo e quando brigou com o mesmo por causa de um carro.

É difícil falar de um livro que fez me fez dar tantas e tantas risadas, mas que me fez chorar com a mesma facilidade, mas com certeza esse é um livro que vou guardar com carinho e reler no futuro, pois ainda me pego pensando nos personagens e nas coisas que aprendi com essa história.

Enquanto fazia uma pesquisa ara saber mais sobre o livro, descobri que o Tom Hanks vai estrelar a adaptação americana desse livro (ainda sem data de estréia), quando li a noticia tive até um quentinho no coração, pois eu amo o Tom Hanks, e e já consigo imaginar ele no papel. Já existe uma adaptação para os cinemas desse livro, o filme é sueco, como o livro e até recebeu duas indicações ao Oscar de 2017, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Maquiagem.

Se você se interessou pelo livro Um homem chamado Ove pode clicar aqui para conhecer um pouco mais e até ler os quatro primeiros capítulos de graça.

Então é isso, espero que alguém que está lendo esse texto dê uma chance para esse livro maravilhoso.

Beijos e até a próxima.

M A N I A

Olá, tudo bom?

Depois de muito tempo estou de volta para conversar sobre uma das coisas que me deixou mais empolgada nos últimos tempos, estou falando do sétimo álbum de estúdio da minha banda favorita, o Fall Out Boy.

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Ontem (19 de janeiro de 2018) o álbum MANIA finalmente teve seu lançamento, nós fãs estávamos muito ansiosos para a esse álbum, pois eles prometiam uma mudança significativa, principalmente no visual da banda, nesse caso representado pela cor roxa, que cerca todo o projeto.

Young and Mence foi a primeira música a ser laçada, e faz tanto tempo que até assusta, nós tivemos acesso a música oito meses atras. Na primeira vez que ouvi Y&M confesso que não gostei, achei estranha demais, mas não precisei de muito para começar a amar essa preciosidade, sim ela é diferente, mas a letra é tão forte, que não tem como não ficar pensando.

We’ve gone way too fast for way too long and we were never supposed to make it half this far…

Young and Menace começa com a frase a cima, eu fiquei obcecada por essa frase e como consigo me relacionar muito com ela. Y&M faz muitas referencias a toda a jornada da banda e como é importante se lembrar disso. E para dar um toque especial o refrão tem uma referência maravilhosa a Britney Spears.

Champion foi a minha música de 2017, essa canção basicamente salvou minha vida. A letra faz muitas referencias a erros e decisões do passado interferindo no futuro, sobre enxergar loucura interior e aprender a viver com ela, acreditar e lutar pelos seus sonhos.

If I can live through this I can do anything…

Na sequência Stay Frosty Royal Milk Tea foi a primeira novidade para mim, gostei desde o inicio, a música é bem forte, combina a batida intensa com a letra forte.

The only thing that’s ever stopping me is me, hey!

Para quem quer música para dançar temos Hold Me Tight Or Don’t. Uma coisa que eu adoro na letra é a forma que ela se encaixa com músicas antigas do Fall Out Boy, é como se eles estivessem completando coisas que disseram antes.

We weren’t lovers first confidants but never friends. Were we ever friends?

Nesse momento eu queria ter alguém especial para cantar The Last Of Real Ones juntinho, porque essa música é muito bonita. Imagine uma pessoa chegando na sua vida deixando tudo mais vivo, mais especial, e a unica coisa que você quer fazer proteger esse ser para todo sempre.

That ultra-kind of love you never walk away from…

Wilson (Expensive Mistakes), parece apenas mais uma múscia divertida, isso até você prestar atenção na letra da música, o humor negro está lá, em cada estrofe.

If I can get my shit together, I’m gonna run away and never see any of you again, never see any of you again…

Church é espetacular, a voz do Patrick recebe todo o destaque nessa música. A base é realmente lembra uma música de igreja, mas a letra vai muito mais fundo na alma.

Não estava esperando nada parecido com Church, foi felizmente surpreendida.

I love the world but I just don’t love the way it makes me feel…

Dentre as músicas tempos uma balada, Haven’s Gate, e para mim essa é apenas mais uma prova de que voz do Patrick é a minha favorita no mundo. Achei ela perfeita para vim depois de Church, as duas ornam muito uma apos a outra.

One look from you and I’m on that faded love…

Confesso que na primeira vez que ouvi estranhei um pouco Sunshine Riptide, mas percebi que não gostei do lugar dela no álbum, a música é boa, diferente das outras, mas acho que ela ficaria melhor no começo do álbum, ou como última música.

You say “please don’t ever change”, but you don’t like me the way I am…

Para mim essa frase soa como uma alfinetada para todo mundo que reclama do fato das músicas não serem iguais as de 2003-2007, mas na época nem curtiam eles tanto.

Para encerrar temos a canção favorita, eu chorei enquanto ouvia Bishops Knife Trick (bem emo mesmo). Estou ha um tempo tentando descrever essa música  e sinto que não tenho palavras boas o bastante para isso, então minha única recomendação é escute-a e espero que sinta o que eu senti.

I got a feeling inside that I can’t domesticate…

Uma coisa constante no álbum MANIA é o sentimento de deslocamento, como se você estivesse eternamente procurando o seu lugar, as letras se conectam muito bem formando essa ideia.

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  Para ouvir o M A  N   I    A

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Das dez músicas, seis já ganharam clipes. Montei uma playlist no Youtube com todos eles, e irei atualizar conforme novos clipes forem saindo.

Bom, para concluir eu só quero dizer o MANIA só reforçou meu amor felo Fall Out Boy, estou bem feliz com o resultado do álbum. Ser fã do Fall Out Boy representa algo muito grande para mim, então eu fico feliz por eles continuarem sendo incríveis mesmo depois de tantos anos.

Isso é tudo, beijos e até a próxima.