Um homem chamado Ove (Fredrik Backman)

Olá, tudo bom?

A indicação de hoje aqui no blog é um dos livros mais incríveis que li em toda a minha vida, Um homem chamado Ove, do Fredrik Backman.

E ela era a cor. Toda a cor dele.

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Tudo o que Ove mais deseja é morrer: sozinho, em paz e o mais rápido possível. Aos cinquenta e nove anos, ele se vê cercado por idiotas e faz questão de demonstrar seu enorme desprezo pelas gerações mais novas, com suas roupas patéticas e seus ridículos carros automáticos. Ninguém sabe como preparar um café descente ou reformar um banheiro, ninguém quer trabalhar de verdade. Para Ove, o mundo está perdido.

Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, quando é forçado a se aposentar na empresa na qual trabalhava havia décadas, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada um de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda.

Apesar de não ter o menor interesse em fazer amigos, ove é um homem útil e confiável. Seus planos, portanto, são sempre adiados.

Para começar gostaria de contar minha experiencia ao escolher esse livro. Ganhei-o em agosto do ano passado e no momento achei ele iria para minha pilha de doações, sinceramente não achei o nome interessante, porém depois de ler a contracapa e orelha decidi colocá-lo na estante. Então nos primeiros dias de 2018 fui fazer a lista de livros que com certeza lerei até o fim desse ano (clique aqui para ver a lista) então resolvi coloca-lo na lista para ter mais variedade nos estilos.

Mas, se alguém perguntasse, ele diria que não tinha vivido antes de conhecê-la. Nem depois de perdê-la.

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Um homem chamado Ove tem uma estrutura tão bonita que chega a ser poética, a maneira em que as frases são formadas geram tantas emoções no leitor, em alguns momentos eu literalmente estava rindo em uma linha e chorando na seguinte. Ove a principio é um homem carrancudo e rígido, e conforme vamos lendo percebemos que além disso ele  também é determinado, fiel aos seus princípios e escolhas, com algumas grandes paixões e é o personagem/pessoa com mais caráter que já vi em toda a minha vida.

No começo da leitura nós conhecemos um Ove deprimido, que se encontra sem função na sociedade, seu único desejo é se juntar a sua esposa Sonja, então ele decide que a melhor coisa a fazer é se matar. Esse não é o primeiro livro que leio em que o personagem principal tenta cometer (ou comete) suicídio, mas eu nunca li nada como esse livro, Ove planeja cuidadosamente seu suicídio, de forma a dar o minimo de trabalho depois que ser for, mas cada uma de suas tentativa é interrompida de maneira inesperada. Apesar de ser um tema horrível de ser lido, o narrado é tão objetivo que nós leva a ter boas risas.

E é mais ou menos por isso que Ove não morreu hoje. Porque ele está ocupado com algo que o deixou suficientemente bravo para deixar esse plano de lado.

Alguns capítulos são no passado de Ove, assim conseguimos entender melhor como ele chegou onde está e porque é como é, passamos por momentos importantes na sua infância, adolescência, quando conheceu Sonja, quando fez um bom amigo e quando brigou com o mesmo por causa de um carro.

É difícil falar de um livro que fez me fez dar tantas e tantas risadas, mas que me fez chorar com a mesma facilidade, mas com certeza esse é um livro que vou guardar com carinho e reler no futuro, pois ainda me pego pensando nos personagens e nas coisas que aprendi com essa história.

Enquanto fazia uma pesquisa ara saber mais sobre o livro, descobri que o Tom Hanks vai estrelar a adaptação americana desse livro (ainda sem data de estréia), quando li a noticia tive até um quentinho no coração, pois eu amo o Tom Hanks, e e já consigo imaginar ele no papel. Já existe uma adaptação para os cinemas desse livro, o filme é sueco, como o livro e até recebeu duas indicações ao Oscar de 2017, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Maquiagem.

Se você se interessou pelo livro Um homem chamado Ove pode clicar aqui para conhecer um pouco mais e até ler os quatro primeiros capítulos de graça.

Então é isso, espero que alguém que está lendo esse texto dê uma chance para esse livro maravilhoso.

Beijos e até a próxima.

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Traços, por Eduardo Cilto

Hey amigos, tudo bem?

Voltei com uma indicação super especial, Traços, o primeiro livro do Eduardo Cilto. Como inscrita do canal Perdido nos livros eu estava super ansiosa para conferir o resultado desse projeto, e nesse post vocês vão saber o que achei do primeiro romance escrito pelo Edu.

Traços

Quando Matheus aceitou acompanhar Beatriz na festa do colégio, jamais imaginou que terminaria a noite participando de um ritual mistico (de veracidade duvidosa) para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino na ruas de São Paulo. Perdido no meio de tudo, Matheus é obrigado a repensar o que considera certo ou errado quando é convidado para participar do plano maluco de fuga, e decide que precisa passar por cima dos limites impostos pelos pais para finalmente ser capaz de entender quem realmente é. Os dois amigos partem sozinhos para a metrópole e carregam consigo não somente as malas nas costas, mas também o peso de todos os problemas que achavam que estavam deixando para trás. Sem ter ideia do que estão enfrentando, Matheus e Beatriz descobrem mais sobre si mesmos, criam e quebram laços e encaram desafios que jamais pensaram que confrontariam, enquanto contavam as moedas para realizar esse grande plano que iria mudar suas vidas para sempre.

Fazem mais de dois que acompanho o Eduardo no canal Perdido nos livros, por isso estava extremamente ansiosa para conferir como seria uma narrativa escrita por ele. A sinopse acima não mostra um décimo do caminho que o Edu seguiu em Traços, comecei gostando do fato de sermos simplesmente jogados na história, Matheus, o personagem principal está indo pela primeira vez a uma festa da escola, e ele está indo apena porque Beatriz o convidou, em vários momentos Math se pega pensando no irmão, mas leva um tempo até a gente entender o que aconteceu.

Se eu tivesse lido o Traços assim que comprei eu provavelmente teria duvidado e achado bobagem os motivos da Beatriz querer fugir, mas enquanto estava na fila para pegar o autógrafo do Edu conheci uma garota que tinha uma história semelhante a da personagem, o que pensando bem é absolutamente bizarro. Eu sei que não estou contando muitos detalhes, mas é que tenho a impressão que qualquer coisa errada que eu diga pode estragar a experiência de leitura.

Autografo Traços

Não digo que Traços é perfeito, pois seria mentira, até a metade eu senti a história meio sem ritmo, mas ainda estava empolgada pra saber onde essa história ia parar. Devo mencionar que a narrativa melhorou muito quando a Samantha apareceu na história, eu realmente amei essa personagem, ela é super divertida e desperta o melhor do Matheus. Falando do Matheus, ele é aquele cara legal, mesmo sendo um garoto eu me identifiquei muito com ele. Já a Beatriz é irritante, eu realmente não gostei dela, achei manipuladora, impulsiva e inconsequente, eu não gostaria de conviver com alguém assim.

Como já havia dito acima, eu estive na seção de autógrafos do Traços, e fiquei extremamente impressionada com a quantidade de pessoas presentes no evento. Eu era praticamente a ultima da fila, e fiquei impressionada também com o fato dele ter me reconhecido e ainda lembrado meu nome por causa do Twitter (fiquei em choque na verdade), essa foi a segunda vez que o encontrei e mais uma vez confirmei que o Eduardo é um fofo.

Eduardo e Rosana 2

Eduardo e Rosana

Bom, eu realmente recomendo a leitura do Traços, também acredito que o Eduardo tem muto potencial como escritor e vale a pena acompanhar essa trajetória desde o começo.

Para continuar acompanhando o Eduardo Cilto:

Canal Perdido nos livros, twitter, facebook e instagram.

Você já leu o Traços? Acompanha o Eduardo no Perdido nos livros?

Beijos, e até a próxima.

E não sobrou nenhum (Agatha Christie)

Hey amigos, tudo bom?

Eu tenho como um dos meus objetivos de vida ler todos os livros escritos pela Agatha Christie, e estou aqui para falar um pouco do E não sobrou nenhum (antigo O caso dos dez negrinhos) que foi o último livro dela que eu li.

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“Dez soldadinhos saem para jantar,

a fome os move;

um engasgou, e então sobraram nove.”

A inocente cantiga infantil ganha ares de terror quando surge em meio a dez pessoas confinadas numa ilha, todas carregando muita história por trás e enxergando pouca esperança pela frente. Mistério quanto ao passado, tensão no presente. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar.

E não sobrou nenhum conta a história de dez indivíduos que são convidados a uma casa na isolada Ilha do Soldado, nenhum deles se conhecem, e a única coisa em comum deveria ser o anfitrião, o Mr. Owen. Durante o seu primeiro jantar juntos, uma mensagem gravada acusa cada um deles de um crime terrível. Um por um, eles começam a morrer. Um dos hóspedes deve ser o assassino, mas quem?

É uma ideia simples, mas para ser um bom livro teria que ser escrito por alguém excepcional, é o Agatha Christie foi perfeita. Esse foi o primeiro livro dela que li que não tem um detetive investigando o caso, confesso que foi muito difícil desvendar o mistério, quase todo mundo parecia muito suspeito pra mim, eu só entendi quem era o assassino quando tinham três pessoas vivas. Esse é um daqueles livros que você não consegue largar, pois precisa entender o que está acontecendo, ele me prendeu como poucos livros.

E não sobrou nenhum - Agatha Christie (orelha)

Apesar das quase 400 páginas eu achei um livro rápido de ser lido depois que você se acostuma como a história é contada, são 16 capítulos + epilogo, os capítulos também são divididos assim nós vamos passando pelo ponto de vista de cada personagem. As mortes além de terem uma ligação com o poema também tem ligação com o passado deles, essa ligação é mais sutil, então tem que prestar atenção.

Bom, E não sobrou nenhum é um livro único, diferente de qualquer coisa que já li. Surpreendente, misterioso, angustiante. Eu indico pra todos que gostam de romance policial e mistério, vale a pena.

E não sobrou nenhum - Agatha Christie (verso)

Se quiser comprar o livro clique aqui.

Então, você já leu o E não sobrou nenhum? Já leu outros livros da Agatha Christie?

Beijos e até a próxima.